Análise de Óleo

Análise de Óleo

Os ensaios mais usualmente realizados são os físico-químicos e os de cromatografia de gases.

Os ensaios físico-químicos do óleo são essenciais para determinarmos se o óleo está no fim da sua vida útil, ou se ele apresenta algum tipo de contaminação que pode influenciar na diminuição da vida útil do equipamento. Determina-se também em que momento deve-se interferir no óleo e realizar uma possível regeneração para recuperá-lo e prolongar sua vida útil.

Os ensaios de extração e análise dos gases dissolvidos no óleo (Cromatografia gasosa).

Durante o funcionamento dos equipamentos elétricos alguns gases são gerados no óleo isolante. Alguns são formados naturalmente pelo seu envelhecimento, porém outros são formados em condições específicas de temperatura e descargas de energia. De acordo com o tipo e a quantidade do gás formado é possível diagnosticar se o equipamento está apresentando alguma falha de funcionamento ou pode se prever se alguma falha está se agravando e através disto programar uma intervenção antes que o equipamento falhe.

As concessionárias de energia e os fabricantes de transformadores recomendam a realização periódica destes ensaios.

Por outro lado, algumas empresas realizam ensaios especiais seja por exigências de normas ambientais ou de protocolos técnicos tais como:
  • Determinação do Teor de Bifenilas Pol-Cloradas (PCB´s)
    Também conhecido como Askarel, foi um óleo muito utilizado no passado e ao longo do tempo estudos comprovaram que ele possui um potencial cancerígeno e também que é um óleo ecologicamente incorreto, visto que não é biodegradável, ou seja, um poluente permanente. Nos tanques de recuperação de óleo mineral e em diversas outras situações este óleo acabou contaminando muitos equipamentos e até hoje ainda encontram-se óleos contaminados, até mesmo equipamentos mais novos onde foi feito troca de óleo, reposição do nível de óleo ou tratamento com máquina termovácuo ou regeneradora contaminada.
  • Determinação do Teor de Compostos Furânicos – 2-FAL (Furanos) – Norma NBR 15349
    Conforme a isolação sólida (papel isolante) vai sendo degradado ao longo dos anos, acontece através de reações químicas a geração de compostos Furanicos e estes ficam dissolvidos no óleo mineral. Através da concentração destes compostos pode-se fazer uma relação com uma expressão matemática que fornece um valor estimado de grau de polimerização do papel isolante, e assim pode-se prever se ele encontra-se no fim da sua vida útil. O resultado é aproximado, mas confiável se o óleo do equipamento não tenha sido trocado ou tratado ao longo de sua vida. E é mais prático do que retirar o equipamento de operação e baixar o óleo para retirar uma amostra do papel para análise.
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